O Diretório Acadêmico de Administração iniciará a partir de amanhã, dia 25, a pesquisa de avaliação dos docentes do semestre 2011.1. Em relação à pesquisa anterior, divulgada na semana passada, alguns quesitos foram adicionados, como uma parte específica para avaliar também os órgãos ligados ao curso (o Colegiado de Administração e o Departamento de Ciências Sociais Aplicadas), seguindo a tendência de questionamento apontada no relatório da pesquisa anterior, onde muitos estudantes divagaram sobre a atuação desses órgãos.
É importante frisar que a pesquisa é feita de maneira anônima, ou seja, os participantes não terão seus nomes divulgados sob nenhuma hipótese, o que descarta completamente as chances de algum estudante sofrer punições ou pressionamentos que interferiram no resultado final da pesquisa. Assim sendo, também é válido destacar a atenção, a cautela e a responsabilidade das respostas fornecidas: o estudante deve responder ao questionário apontando as respostas mais justas e coerentes possíveis com a sua mais sincera opinião, impedindo, por exemplo, que as motivações de cunho extremamente afetivo para com determinados docentes interfiram, de maneira positiva ou negativa, nas respostas fornecidas.
Espera-se que o número de participantes cresça bastante em relação à pesquisa anterior, onde apenas cerca de 35% dos alunos responderam ao questionário. Quanto maior o número de participantes, mais condizentes com a realidade serão os resultados e maior credibilidade terá a pesquisa, sendo utilizada, principalmente, como uma importante ferramenta de feedback para os professores, que conhecerão os pontos exatos em que deverão melhorar como profissionais.
Responda ao questionário e divulgue para que todos os estudantes de administração participem desse processo avaliativo. As fichas respondidas deverão ser entregues a qualquer membro do Diretório Acadêmico ou a Nil, na sede do Diretório Acadêmico, até o dia 1º de setembro.
Foi divulgada uma pesquisa realizada pela gestão anterior do Diretório Acadêmico, a Identidade, avaliando os docentes que ministram disciplinas para o curso de administração. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 26 de novembro de 2010 e contou com a colaboração de 152 estudantes que responderam sobre seus professores de suas respectivas disciplinas que cursavam no semestre 2010.2.
A pesquisa foi dividida em três partes. A frequência, a metodologia, o domínio do conteúdo, a apresentação da ementa, a preocupação com o aprendizado, a ética profissional, a avaliação coerente com o programa, o uso de recursos, a valorização da participação do aluno, a relação entre teoria e prática, a busca pelo aperfeiçoamento, o incentivo à complementação acadêmica, o relacionamento interpessoal, a disponibilidade de materiais básicos e a inter-relação com outras disciplinas foram quesitos da primeira parte que buscava avaliar os professores de forma individual, além de também perguntar ao discente se o docente em questão utilizava ou não o Portal do Estudante para divulgar notas e lançar o planejamento de aulas, dentre outras funções disponíveis. Na segunda parte, que se resume a uma avaliação geral do curso, foi questionada a importância dos métodos de ensino aplicados para a nossa formação acadêmica e os participantes também responderam, segundo opinião pessoal, sobre os três principais problemas do curso de administração. Voltada para os formandos, a terceira parte averiguou a opinião dos estudantes sobre a aptidão em determinadas habilidades de um bacharel em administração, segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais de 2005.
Os murais com os resultados encontram-se em alguns pontos dos Módulos I, II e III e na Reitoria, além de estar disponível digitalmente aqui. Para ler o relatório completo da pesquisa, você pode baixar a sua versão digitalizada ou poderá ler através da cópia disponível na sede do Diretório Acadêmico, no MT 36.
Em comemoração antecipada do dia do administrador, devido ao calendário pós-greve adotado pela UEFS que torna impraticável o debate em setembro, o Colegiado de Administração promoverá uma mesa redonda cujo tema será a corrupção na administração pública.
A mesa redonda acontecerá nesta semana, na quinta-feira, dia 18, às 19 horas, no Anfiteatro, localizado no Módulo II, e contará com a presença dos debatedores Antônio Silva Magalhães Ribeiro, professor da UEFS e ex-secretário da Fazenda de Salvador, e Eduardo Leite, ex-diretor do Hospital Geral Clériston Andrade e coordenador de cirurgia do Hospital EMEC. Ambos são autores de livros que abordam o assunto e discutirão a respeito com os demais participantes presentes, pontuando as origens, as consequências e as possíveis soluções. Haverá registro de presença e emissão de declaração, contando a participação no evento como atividade acadêmica complementar.
Tendo em vista que a grade do nosso curso, embora seja um curso sobre administração geral, pouco foca em assuntos diretamente ligados à administração pública, talvez essa seja uma oportunidade de debater sobre algo que nem todos percebem que também pertence a nossa área acadêmica e refletir sobre a importância disso.
Está marcada para a próxima quarta-feira, dia 17, a Assembleia Geral dos Estudantes, que acontecerá no hall da Reitoria e terá início às 17 horas.
Dentre outros pontos a serem discutidos, está em pauta, principalmente, a viabilização das eleições do Diretório Central dos Estudantes, visto que desde o final do ano passado que, por motivos internos da antiga gestão eleita, não há nenhum grupo em posse das atividades do movimento estudantil do DCE. Uma gestão atuante do DCE é importante para diversos pontos críticos da UEFS, como, por exemplo, participar das recentes manifestações a respeito do sistema de transporte público feirense e do Restaurante Universitário, que foram levadas adiante por diversos grupos de estudantes. Embora não só o DCE possa levantar questões e fazer manifestações estudantis, a sua atuação, representando oficialmente os estudantes da UEFS, é fundamental para fomentar as discussões e fortalecer a representação estudantil na comunidade acadêmica e na sociedade.
Lembro também que uma Assembleia Geral dos Estudantes foi marcada no dia 27 de julho, em frente à Biblioteca Central, mas, por falta de quórum, não foi viabilizada, talvez por termos voltado de um feriadão municipal que explicasse a ausência de um significativo número de estudantes. Por isso, relembro aqui que é importante o comparecimento de uma parcela expressiva dos discentes na próxima semana para discutir o movimento estudantil na UEFS.
Na última reunião dos conselheiros do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas, foi deliberada, de forma legítima pela maioria dos conselheiros presentes, a votação universal para as eleições do DCIS. A decisão histórica foi comemorada por estudantes e professores que discutiram amplamente sobre a atual situação do DCIS e se mobilizaram para levar ao conselho a proposta de voto universal, muito mais condizente com uma verdadeira democracia do que os pesos das categorias para o resultado final adotados desde a fundação do DCIS na ditadura militar (70% provenientes dos votos dos docentes, 15% dos funcionários e 15% dos estudantes). A implementação do voto universal significa, resumidamente, quebrar a barreira que separa pessoas em categorias e uni-las a uma única categoria realmente existente, a de indivíduos diretamente ligados e interessados nas atividades acadêmicas, ou seja, cada voto individual possui um "peso único", valendo igualmente entre estudantes, funcionários e professores.
Resumindo os acontecimentos, ainda no início deste semestre, antes da greve, o DCIS já discutia sobre o processo eleitoral, que aparentemente só teria um candidato, Joselito Viana de Souza, apoiado pelo atual diretor do DCIS, Jorge Aliomar Barreiros Dantas. Os percentuais não seriam sequer discutidos e, mais uma vez, as eleições do DCIS demonstrariam que seria uma mudança para tudo permanecer exatamente o mesmo. Indignados, estudantes foram à reunião do DCIS debater sobre a situação caótica do ensino, da pesquisa e da extensão e cobrar por uma maior participação nas eleições, visto que ainda representar, atualmente, no contexto de uma sociedade democrática, um peso de 15% dos votos jamais estaria condizente com a verdadeira opinião de uma categoria com cerca de 1.600 pessoas diretamente atingida pelas decisões. Em resposta, um grupo de professores esvaziou o quórum e, dias depois, publicou uma nota à comunidade acadêmica repudiando a atitude e tendendo a desmoralizar os estudantes pelo ato. Como resposta, os diretórios acadêmicos dos quatro cursos, juntamente com o Grupo Mutação, do curso de economia, responderam a nota contraditória do grupo de professores conservadores, chamando, mais uma vez, todos para um verdadeiro debate, e não para uma fuga, numa tentativa esdrúxula de calar os estudantes e fingir que tudo caminha nos conformes, como ocorre a cerca de 30 anos no DCIS. Após a greve dos docentes, as discussões sobre o processo eleitoral retomaram e, mais uma vez, a direção do DCIS erra, ainda que não se tenha a certeza se uma decisão tomada por motivos pessoais de um grupo conservador restrito ou mesmo por bagunça (o que não me surpreenderia), e não convoca os conselheiros discentes no prazo mínimo pré-determinado, enquanto outros conselheiros, professores, foram devidamente convocados segundo determina o regimento. Os estudantes, mais uma vez indignados, demostraram insatisfação com a forma diferenciada de se referir a determinados conselheiros e retiraram-se da reunião alegando ilegitimidade, reunião essa que, por esse motivo, foi anulada. A partir dela, uma comissão de três professores foi formada para dialogar com o movimento estudantil e levar, numa reunião legítima, os pontos questionados para análise do conselho, enquanto os estudantes que se retiraram do recinto fizeram passagens em sala esclarecendo o ocorrido e o descaso de alguns professores com o debate. A partir daí, foi convocada uma assembleia dos estudantes do DCIS para discutir o Departamento de uma maneira mais ampla e deliberar sobre qual proposta de votação a categoria defenderia veemente, sendo escolhido o voto universal pela ampla maioria dos presentes. Na última quarta-feira, dia 3, houve um debate sobre o processo eleitoral e o que uma mudança benéfica no mesmo refletiria no DCIS e nos cursos noturnos, mas não foi uma surpresa para todos que alguns professores, os mesmos que repudiaram a atitude dos estudantes, não compareceram para discutir. Na última reunião dos conselheiros do DCIS, ocorrida na última quinta-feira, dia 4, a adoção do voto universal foi consentida pela maioria dos conselheiros presentes, ainda que não tenha sido uma aprovação fácil, visto que um grupo de professores ainda teimava em segurar a votação, ou modificá-la, por motivos tolos. Além da proposta de voto universal, incluíam-se também outras três propostas: 50% para professores, 35% para estudantes e 15% para funcionários; 50% para servidores de forma geral (professores e funcionários) e 50% para estudantes; e a proposta de voto paritário, 33% para cada categoria.
Ainda que não pareça claro para muitos, desde o início o impasse não era entre categorias, ou seja, não era um movimento de estudantes contra professores, mas sim de pessoas que queriam a ordem e a evolução do DCIS, incluindo-se professores e estudantes, contra as pessoas que queriam mais do mesmo, conformadas com a mediocridade atualmente presente. Enfim, o voto universal em si não é um fim, mas um meio para promover severas mudanças no Departamento. Para o DCIS se tornar um órgão universitário realmente funcional, caberá a todos nós (estudantes, funcionários e professores) participarmos cotidianamente deste processo de reconstrução e discussão, afinal, o DCIS nunca se tornará um órgão perfeito, assim como não existe nada que funcione perfeitamente no mundo, mas o que atualmente é uma regra, como o descaso com questões sérias e o consentimento da mediocridade, deverá se tornar uma exceção. Apenas para efeitos comparativos, o Departamento de Ciências Humanas e Filosofia (DCHF) já possui, a algum tempo, o voto universal, além de alguns outros departamentos que, ainda que não tenham aderido ao voto universal, já varreram o fatídico 70, 15, 15 de suas práticas antidemocráticas, aderindo à proporções mais condizentes com realidade dos pesos das categorias.
Para finalizar, assista abaixo o vídeo, feito pelo estudante de administração e representante discente Fabrício Falcão, do estudante de economia, representante discente e membro do Grupo Mutação, Daniel Nogueira, defendendo o voto universal na reunião do DCIS.
Como já deve ser do conhecimento de alguns, teremos duas discussões a respeito de dois assuntos distintos amanhã. A primeira delas, marcada para às 18 horas, acontecerá na sede do Diretório Acadêmico Nove de Setembro, no Módulo III, e tratará da questão das implementações dos pedágios na BR-324, suas divergências legais e consequências para toda a população, principalmente aos que residem nas cidades próximas e necessitam trafegar com frequência no trecho entre Feira de Santana e Salvador. Os participantes da discussão, levantada pelo estudante Fabrício Falcão e que já foi discutida previamente através de um recurso do Facebook, buscam esclarecimentos sobre os casos de concessão e estudam novas formas de manifestação. A segunda discussão, marcada para às 19h30, será no Anfiteatro, Módulo II, e promoverá um debate a respeito das eleições no Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCIS) envolvendo todos que estão diretamente ligados às atividades dos cursos noturnos (estudantes, funcionários e professores). Além desse ponto, e correlativamente a ele, o debate aprofundará ainda mais os questionamentos referentes à degradação das atividades departamentais, como o descumprimento de diversas regulamentações do regimento e da falta de professores para determinadas disciplinas.
Vale lembrar também que uma reunião extraordinária do DCIS está marcada para a quinta-feira desta semana, dia 4, para deliberar sobre o processo eleitoral, inclusive para decidir os percentuais de cada categoria na representação do resultado final. Os dois debates serão abertos a todos os interessados em participar e a presença do maior número possível de pessoas é fundamental para o enriquecimento das discussões levantadas. Vale a pena participar.