![]() |
| Jaques Wagner confirma impasse. |
Em relação aos pontos não esclarecidos na última postagem, de fato, foi confirmada a continuação da greve. Os alunos continuarão sem aula por mais alguns dias (ou, quem sabe, semanas). A greve dos professores da UEFS já dura cerca de 50 dias.
Em nota publicada pela assessoria de comunicação, a Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana informa que a proposta de retirada ou modificação da cláusula presente no Termo de Acordo que incorpora os adicionais referentes às Condições Especiais de Trabalho aos salários dos professores foi rejeitada. De acordo com a ADUFS, os grevistas aguardaram, após o fim da reunião de ontem, pela nova proposta de redação da cláusula e foram surpreendidos com uma nova reedição que impedia ganhos salariais nos próximos anos (ou seja, a mesma proposta inicial do governo que culminou na greve), pedindo o governo uma resposta até amanhã (27) ou, caso não haja resposta afirmativa, seria retirada a proposta da mesa de negociação. Ainda segundo a ADUFS, em outro ponto questionado pela categoria, o governo mostrou-se irredutível a respeito das solicitações de modificação ou revogação do Decreto 12.583/11, sinalizando aceitar novas reuniões para discutir os efeitos do Decreto nas universidades somente após o fim da greve. De acordo com a ADUFS, o pedido de retorno às atividades para discussão do Decreto, que infringe as autonomias universitárias, é contrário à Constituição Federal e à Constituição do Estado da Bahia, que apontam a autonomia das universidades públicas.
Em entrevista ao programa Acorda Pra Vida, que foi ao ar na manhã desta quinta-feira na Rádio Tudo FM, Jaques Wagner explicou aos apresentadores Uziel Bueno e Evilásio Júnior o motivo do governo para não acatar a proposta apresentada pelos docentes. "Fizemos uma previsão de aumento real de 18% até 2014. Não é verdade que há congelamento. A questão salarial foi negociada, inclusive negociada até 2014. Eu não posso dar uma perna além do alcance. Temos que administrar o orçamento com serenidade", explica. Além de responder sobre a cláusula, o governador também falou sobre o Decreto de contingenciamento. "O decreto não está voltado especificamente para as universidades, servidores. Estamos num ano mais apertado de orçamento. É normal fazer decreto de contingenciamento, pois temos limite de gasto em função da previsão de arrecadação menor. Estamos apertando cinto para todo mundo", esclarece.
Os professores da UEFS farão uma manifestação amanhã, às 9h30, em frente à Diretoria Regional de Educação de Feira de Santana (DIREC 02), na Avenida Presidente Dutra, próxima ao Terminal Rodoviário de Feira de Santana. Além da manifestação, uma assembleia acontecerá na próxima segunda-feira (30), às 14 horas, no Anfiteatro da UEFS, localizado no Módulo 2.

